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O Sindicato chega ao 50º aniversário buscando superar a grave crise financeira e se preparando para os novos desafios. A data por si só representa um marco na história do movimento sindical em Pernambuco e no resto do Brasil. Poucos sindicatos conseguiram completar cinco décadas de existência, sobretudo com um saldo de lutas positivo. Na verdade, é possível contar nos dedos aqueles sindicatos que atravessaram as crises econômicas e políticas do país e que estão pisando a primeira década deste novo século prontos para o desafios presentes e futuros. O Sindicato se capacitou para essas tarefas, em termos políticos e profissionais. As gerações passadas nos legaram um compromisso de classe, firmado em cada campanha, consolidado em cada mobilização, concretizado no dia a dia da entidade junto aos associados. Há muito tempo a atuação do Sindicato ultrapassou os limites da ação corporativa, integrando-se as lutas mais importantes dos brasileiros, no campo econômico, político, social e cultural. |
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A grande mudança O Sindicato passou por dois momentos distintos e determinantes para os rumos da entidade. Dos anos 50 até 1980 a entidade esteve dominada por pessoas ligadas as empresas, aos patrões. Era total a apatia e a desmobilização dos trabalhadores em virtude da ausência de luta por melhores condições de trabalho e por novas conquistas. No final dos anos 70 havia uma grande agitação política e social em todo o país, que culminou com as grandes greves do ABC paulista entre os anos de 78 e 79. Em Pernambuco, uma instituição sindical adquiriu um papel de destaque graças ao seu firme posicionamento, o nosso Sindicato. Nessa época, a entidade passou por sua maior transformação, com a vitória de Edvaldo Gomes na eleição da instituição em 1980. A partir daí, foram alteradas radicalmente a concepção ideológica e a prática sindical da entidade, que, por suas lutas e combatividade, alcançou a condição de referência do movimento sindical do Nordeste do Brasil. |
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A grande movimentação política Durante toda a década de 80 o Sindicato foi palco de uma grande movimentação política, sendo quase obrigatória a participação de seus representantes nos principais movimentos do estado. Em nossa entidade passaram Tancredo Neves, Lula, Miguel Arraes e inúmeras outras lideranças políticas nacionais e regionais. |
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Mobilização a toda prova O engajamento em todas as ações desenvolvidas pelo Sindicato é uma das principais marcas da categoria urbanitária. Confiantes em sua força, estes trabalhadores promoveram históricas em nosso estado. Na CHESF foram responsáveis pela 1ª greve na empresa e no setor elétrico no período militar, em 1979. Já em 1992 promoveram a mais longa greve do setor, com uma paralisação de 32 dias. Dois momentos que estão guardados para sempre na memória dos chesfianos.Na CELPE foi marcante a paralisação de 1985, com uma adesão quase que total da categoria ao movimento e na COMPESA a 1ª greve na empresa, em 1982. Escola Sindical Uma das principais tarefas das instituições sindicais é trabalhar a organização dos trabalhadores, estimular a discussão, debater as mudanças em curso e apontar tendências na conjuntura. Para esse propósito, além de publicações específicas e especiais, edição de revistas e cartilhas, as entidades promovem debates, encontros, seminários e congressos. Estes instrumentos de discussão e conscientização têm sido permanentemente utilizados no Sindicato, seja para discutir a melhoria dos serviços e a capacitação dos trabalhadores, seja para denunciar o sucateamento das empresas, a terceirização dos serviços e as ações de privatização. Foi assim durante os anos 80 e 90 e o Sindicato tem mantido esta prática neste início de século. Construímos toda uma jornada de luta e discussões em seminários, congressos e encontros buscando sempre repassar todo o teor das discussões para a sociedade e envolvê-la em nossas ações. |